Como implementar (e aproveitar) o trabalho remoto na sua vida

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Cidades caóticas, economia financeira, convivência familiar, otimização de tempo e disposição… Seja lá o motivo, a expressão “trabalhar de casa” brilha aos olhos de todos. Mas é importante dizer que a modalidade vai muito além disso, e exige o devido respeito se quisermos realmente mantê-la e levá-la adiante.

Afinal, não depender de um local fixo de trabalho ainda significa ter um trabalho e, portanto, as suas responsabilidades. Como temos 5 anos de experiência no assunto, reunimos algumas ideias importantes a serem trocadas para te ajudar a implementar essa prática em sua empresa ou vida profissional.

Não é para todo mundo!

É muito legal acompanhar os nômades digitais, o pessoal que não pega trânsito, “a galera da tecnologia”. Mas a verdade é que o trabalho remoto, ou teletrabalho, não é para qualquer um. Excluindo naturalmente as funções que dependem de maquinário e presença física (vendedores de lojas, garçons, cozinheiros, entre outros), não é só porque o trabalho é feito através de um computador e boa conexão de internet, que já está apto a ser um teletrabalho.

Na realidade, é o profissional que deve avaliar e reconhecer se está capacitado para isso (e nem mesmo a empresa pode avaliar 100% sem uma investigação mais completa). E enquanto empreendedor, você pode ter essa mesma análise para entender se deve investir em escritório corporativo ou não. É só fazer algumas perguntas básicas:

  • Eu me concentro facilmente em casa, ou o telefone, a tv, o vizinho me dispersam?
  • Sou disciplinado o suficiente para cumprir minhas entregas mesmo sem ninguém olhando ou cobrando?
  • Tenho facilidade com comunicação escrita (WhatsApp, e-mails, chats)?
  • Tenho estrutura para este trabalho (boa internet banda larga ou 4G, computador funcional, privacidade)?
  • Minha organização pessoal está bem desenvolvida? Ou vou acabar indo ao mercado, banco, Correios quando deveria preparar uma reunião?
  • Minha família e amigos entendem e colaboram com o meu ambiente de trabalho? Ou vão me interromper o tempo todo, aparecer na minha casa sem aviso e/ou atrapalhar minha rotina?
  • Sou sociável o bastante? Ou, se eu não estiver vendo as pessoas com quem trabalho, nem lembrarei que elas existem (e vice-versa)?

Essas e tantas outras questões são extremamente importantes para entender que o trabalho remoto é um trabalho sério. E exige ainda mais disciplina do que estar numa mesa com mais outros tantos profissionais, que automaticamente te impulsionam a se concentrar e produzir.

Se você não acredita que fará um bom trabalho estando fora de um escritório formal, não insista! Não vale a pena queimar sua imagem profissional por causa de algo que parece bom para os outros, mas que para você vai ser um tremendo causador de estresse e instabilidade.

Já se você se identifica muito com essa proposta, é importante saber explicar a importância dela e levá-la a sério. Assim, vai conseguir ampliar as oportunidades para outras pessoas (e para si mesmo) dentro dessa cultura. E não acaba aí…

Home sweet office

Nem todo mundo tem um cômodo para fazer de escritório. Muitos, inclusive, gostam de trabalhar em cafeterias ou coworkings. Mas se você não tem um espaço minimamente apropriado para trabalhar na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê, não adianta. Sente-se mais produtivo no sofá? Então, que seja o sofá mais confortável possível – e que tal uma mesa dobrável (parecida com aquelas de café-da-manhã) para apoiar o computador e deixá-lo numa altura melhor?

O importante é que seus materiais profissionais não fiquem misturados com demais objetos do ambiente em que você estiver. Vale usar um fichário fechado, uma mochila ou caderno específico, um aparelho diferente, o que for. Só não vale ver, de repente, seu filho desenhando na planilha de vendas ou seu cachorro comendo seu marcador de texto.

Além disso, esse é um ponto importante para sua saúde mental. Quando você não tem a necessidade de sair para seu escritório, determinar um ambiente como profissional (ainda que ele seja diferente a cada dia) ajudará sua mente a “desligar o modo trabalho” ao final do experiente. Caso contrário, você pode pecar pelo oposto da improdutividade e se tornar um workaholic dos brabos.

“Posso não estar ao lado, mas estarei sempre perto”

Não é amor. E nem cilada! Apenas a mais pura necessidade de quem trabalha de maneira remota. É extremamente importante estar presente mesmo de longe. Lembra quando você se perguntou se era uma pessoa sociável? Pois bem. É para saber se você vai conseguir manter suas relações profissionais de maneira positiva sem se prejudicar pela distância física.

Manter reuniões periódicas com a sua equipe (que sejam úteis!), marcar a hora do cafezinho virtual, contar da sua vida pessoal no chat… Existe uma série de alternativas para que você possa conhecer as pessoas com quem trabalha mesmo que não veja a cara delas por um bom tempo.

Mas é essencial que você faça esse esforço e seja aberto às pessoas que te procurarem também. Muitas podem ter curiosidade inclusive sobre sua rotina, e quanto mais exposição você der sobre a seriedade do seu trabalho, mais fácil de aceitarem sua forma de fazê-lo.

Por isso, fazem toda a diferença: cuidado nos horários das reuniões para não se atrasar, visibilidade sobre quando você não estará na frente do computador respondendo pessoas, canais e locais alternativos de trabalho para quando sua conexão de internet doméstica cair, e interesse pelo dia a dia dos seus colegas. Demonstre o mesmo respeito que gostaria de ter, e que você já dedicaria presencialmente, e dará tudo certo!

Ferramentas, para que te quero?

Existem ferramentas que podem facilitar muito todo esse trabalho. Programas como o Google Calendar, por exemplo, ajudam a manter a rotina organizada e dar visibilidade dos seus compromissos. Ainda que você tenha saído para uma consulta médica, por exemplo, agendá-la como “saída pessoal” permite aos seus colegas que te procurem de acordo com essa disponibilidade.

Outra ideia é usar algum sistema como Trello ou Asana (organizadores de projeto) compartilhados com sua equipe. Você consegue montar checklists e dar visibilidade dos seus avanços sem ter que conversar pessoalmente com ninguém. E no caso de precisar trocar alguma ideia sobre os assuntos, os canais de chat não faltam.

Você pode fazer uma videoconferência via Hangouts ou manter uma conta no Slack, que permite a criação de diferentes grupos e mensagens 1:1s. Pode até usar o WhatsApp se preferir – mas lembre-se de esclarecer seus horários de resposta para não ser acionado em seus momentos de descanso ou estudo.

O Join.me, por sua vez, é excelente para apresentações visuais. E não deixemos de incluir os mecanismos internos de gestão da sua empresa. Um dono de e-commerce, por exemplo, poderá trocar muita informação com seus clientes através de aplicativos como o Jivochat, que inclui um chat virtual na loja.

Por fim, para manter tudo isso em segurança, recomendamos o Passpack e o Authy para armazenamento e compartilhamento de senhas.

Aproveitando os encontros

Por outro lado, é sempre bom saber aproveitar o tempo presencial com a sua equipe – seja ele quando for. É claro que haverá um detalhe ou outro para colocar em dia, mas utilize estes encontros especialmente para planejamento, treinamentos e alinhamento. Deste modo, todo mundo volta para casa com as diretrizes do trabalho bem organizadas, diminuindo as falhas de comunicação.

Vale ainda usar esse espaço para conversas mais difíceis, feedbacks ou mentorias –  embora seja possível fazer o desligamento de um colaborador de forma remota, por exemplo, é de bom tom preferir o “olho no olho”.

Valorize os almoços, happy hours e momentos além do experiente. Como dizemos na Halya, é sempre sobre pessoas. Aproveite o tempo que tiver cara a cara com elas.

Mas por que o home-office ainda é raro?

No Brasil, infelizmente, ainda não é comum ver empresas oferecendo essa oportunidade, ou empreendedores serem devidamente respeitados “trabalhando de casa”. A modalidade ainda desperta insegurança, especialmente porque sempre tem aquele profissional “não tão profissional assim” que faz mal uso dela e não entrega o combinado – mas ele teria essa postura em qualquer ambiente, vale reforçar.

Existe ainda a questão legislativa, determinando que as empresas adeptas devem pagar pelas despesas da internet, móveis ergométricos e maquinário apropriado, quando nem sempre isso é possível – às vezes o próprio colaborador não possui o espaço físico necessário ou o interesse de utilizar equipamentos terceiros.

E claro, não podemos ignorar toda a carga cultural de controle de colaboradores, que há anos dita regras inquebráveis porém muito questionáveis. Mas na Halya, por experiência própria, afirmamos que o trabalho remoto funciona – e muito bem. Basta combinar inovação, flexibilidade e responsabilidade.

Afinal, qual é o endereço do seu sucesso hoje?

*Se você quer saber mais ou está buscando implementar essa cultura em sua empresa, a Halya oferece uma consultoria específica sobre o assunto. Envie um e-mail para contato@halya.com.br.

Escrito por Danniela Karam

Comunicóloga, especialista em Branding e eterna entusiasta da Neurociência e comportamento humano. Apaixonada pela história de cada pessoa e cada marca, co-fundou a Halya. É filha, mãe, esposa, viajante, escritora e mais alguma coisa nova que descobre a cada dia.

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