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Trabalho. O que essa palavra desperta em você?

São horas do nosso dia, anos da nossa vida dedicados a essa atividade. E, se você for como a maioria das pessoas, a executa com o objetivo fundamental de garantir uma renda e, com ela, ter estabilidade financeira e adquirir bens de consumo. Mas por que não atribuir uma outra finalidade? Por que parece tão utópico associar trabalho a realização?

A geração Millenium, composta por pessoas nascidas nas décadas de 80 e 90, é conhecida no mercado por essa busca. Muitas vezes, inclusive, mencionada como a “grande culpada” pela rotatividade nas empresas. Mas não seria essa uma evolução natural à qual os empregadores precisam se adaptar, oferecendo condições e ambientes de trabalho mais satisfatórios?

Gerações anteriores conheceram um modelo e um mercado de trabalho impactados pela Revolução Industrial: vá até a empresa, faça o que for necessário durante as 8 horas de expediente, volte para casa e pare de pensar nisso. Você será bem-sucedido se comprar uma casa própria e um carro.

Hoje, com a infinidade de opções de carreira e movimentos que questionam o acúmulo  de bens materiais (como o minimalismo), a “checklist” de sucesso se tornou obsoleta. Não é mais apenas sobre dinheiro. Não é sobre dedicar sua vida a uma instituição que pode simplesmente te dispensar em uma crise financeira. É sobre intraempreendedorismo: definir sua própria jornada de sucesso que pague as contas, claro, mas também te faça feliz antes da aposentadoria.

E embora seja fácil de falar sobre tudo isso, viver não é tão simples. Ressignificar o seu trabalho atual ou realizar uma transição de carreira é um processo gradual e complexo. Por isso, convidamos para a discussão a psicóloga e coach Maria Fernanda Jorge Lorenzini. Ela própria é um exemplo:

“Com 8 anos, eu dizia que queria descobrir o meu ‘eu interior’. Decidi ser psicóloga porque eu era apaixonada por tentar entender o comportamento das pessoas e sempre fui muito sensível. Na Índia, despertou em mim essa vontade de transformar a vida das pessoas. Depois fui realizar uma pesquisa no Canadá, fiz um curso que envolvia coaching e conheci o Tony Robbins, referência do Brasil.

Nesse meio tempo, eu estava me sentindo muito perdida, trabalhava com Recrutamento e Seleção em uma empresa e não sentia que era aquilo que eu queria fazer. Vi que como empreendedora eu teria mais espaço para desenvolver habilidades múltiplas da área de Humanas em vez de me especializar em algo específico. Fui traduzindo tudo isso em um processo: não importa a linha, não importam as ferramentas. Trata-se de trabalhar em prol das pessoas. Então comecei minha transição e empreendi.

Minha marca chama-se Propósito na Essência porque nosso verdadeiro propósito é sermos quem sabemos ser. Não se trata de um único objetivo…inclui conhecermos nossos papéis e o que nos move em todos os âmbitos da vida.”

Encarando a realidade

Agora que apresentamos a relevância da pergunta inicial, vamos para a resposta. Se você sorri ao pensar em trabalho, está no caminho certo. Pode continuar a leitura deste artigo para entender como auxiliar outras pessoas nesse desafio.

Contudo, se o que vêm são sentimentos de ansiedade, frustração, angústia…alerta vermelho! É importante dar a devida atenção para eles e entender como você pode melhorar a sua vida profissional. Maria Fernanda recomenda que, antes de qualquer ato drástico, você realize pequenas mudanças na sua dinâmica de trabalho e entenda se são suficientes:

“A partir do momento em que você percebe que algo não está legal, já começa o seu processo de mudança. Se você sente que não está feliz no seu trabalho atual, a primeira coisa a fazer é começar a se perguntar por que. O que ali está te deixando incomodado? Seus valores pessoais, o próprio trabalho, o ambiente, as pessoas, a atividade?

Na maioria das vezes, o problema está no ambiente ou “o que” você faz. Às vezes, você acha que é o “o que”, mas na verdade é o “como”. Você gosta, por exemplo, de trabalhar com mais flexibilidade de horário e lá no seu trabalho não pode. Ou o contrário: você gosta de ter um tempo delimitado e não conta com isso.

O segundo passo então é se abrir para uma experimentação de possibilidades. Pedir mais flexibilidade, colocar uma rotina mais certa, dividir as atividades, fazer outros cursos… ver do que você gosta mais. Você começará a ter respostas – e nem sempre serão as esperadas. Vale testar.”

Quero fazer uma transição de carreira. E agora?

Você já tentou todos os ajustes possíveis e continua insatisfeito com o seu trabalho? Então, é hora de se planejar para transformar sua realidade de forma mais radical e se preparar para o que vem pela frente. Mas o que esperar de todo esse processo? Maria Fernanda compara os sentimentos de uma transição de carreira aos estágios do luto: negação do incômodo, irritação com a insatisfação, aceitação junto com o erro e, por fim, a empolgação com o que vem pela frente.

E, sentimos por informar, mas seu inimigo é você mesmo. Ou melhor: a sua mente resistente ao novo. Pedimos a ela que compartilhasse as crenças limitantes mais comuns entre seus pacientes e coachees:

“Uma das principais barreiras que eu vejo é o medo de mudança. O que a gente não conhece traz insegurança e acaba parecendo pior. Isso bate de frente com outra crença, a de incapacidade: ‘não vou conseguir’, ‘não serei capaz’, ‘preciso continuar fazendo o que eu já sei’. Muitas vezes vejo isso acontecer com empreendedores, que geralmente decidem abrir um negócio depois de consolidar uma experiência no mercado tradicional. O tempo de experiência traz uma carga de ‘como deixar isso para trás, se tenho um plano de vida e uma família para sustentar?’. Isso precisa ser desconstruído.

O que nem sempre percebemos, porém, é que já estamos desconstruindo paradigmas o tempo todo – e nesse caso, ‘deixar ir’ significa abrir espaço para algo melhor. Abrir-se para as oportunidades, para a vida, para frente.

Outra barreira é a questão da segurança financeira. Muitas pessoas têm um certo receio (genuíno) ao optar por profissões que exigem maior risco. Aí existem dois caminhos. Um é o concreto: guardar dinheiro, com algumas estratégias (coaching, metas financeiras etc) e um plano de ação. Outro é trabalhar a incerteza e enfrentar o desconhecido. Só enfrentando riscos na vida é que conseguimos seguir adiante – mas eles não precisam ser desconfortáveis. Podem até ser gostosos.”

Preparado?

Esperamos que este artigo tenha servido como questionamento sobre o papel do trabalho em sua vida, e te inspirado a realizar as transformações em direção à satisfação pessoal. Encerramos com as palavras da Maria Fernanda:

“Como transformar vontade em mudança concreta? Sugiro de verdade que você entre mais em contato com a sua essência em um primeiro momento. Sei que sou suspeita para falar, mas uma prática de autoconhecimento pode auxiliar e muito. Vejo pelos meus clientes – o quanto eles conseguiram traduzir isso em comportamentos. É um investimento na sua mudança, na sua transformação. Quando você decide que quer fazer dar certo, todo o seu corpo, tudo em você se volta para aquilo.

Só existe mudança concreta se você tem clareza do porquê – e isso precisa de foco. Gosto desse exemplo: você não vai fazer exercício físico porque acha que vai se relacionar com as pessoas, fazer algo diferente do seu dia. Essas variáveis são de outras situações também e não vão te fazer continuar. A razão para fazer exercício físico tem que ser algo conseguido só com aquilo: movimentar seu corpo e deixá-lo saudável, por exemplo. Tenha um objetivo único. 

Por fim: comece a fazer. Mesmo que esteja desengonçado ou ache coisas erradas. A gente começa a andar simplesmente porque se permite começar – o medo paralisa. É interessante observar as crianças andando cada vez mais novas: 10 meses, 11 meses. Mesmo que caiam, tudo bem: vão chorar um pouquinho e começar de novo. Comece fazendo e a vida, o Universo, você mesmo, o seu sistema familiar vão te auxiliar a fazer dar certo. E se não der, é porque algo está desequilibrado. Pare, analise, estude e retorne em harmonia. A vida vai em favor do equilíbrio.”

Com a palavra-chave, Maria Fernanda Jorge Lorenzini:

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Psicóloga pela Ufscar e Coach pelo IBC, a caminho de ser Master Coach e Consteladora. Trabalho com transformação pessoal, propósito de vida e transição de carreira usando muito como base a psicologia sistêmica. E também atuo como consultora de desenvolvimento humano em uma consultoria parceira chamada PlenaMente.

Site: www.mariafernanda.com.brFacebook: fb.me/mariafernandapsicoach
Instagram: @propositonaessenciaYouTube: Propósito na Essência
Telefone: (12) 98164-7023 | E-mail: coach@mariafernanda.com.br

 

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