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Engana-se quem acredita que não há técnica para existir na internet. As redes sociais, a facilidade de conexão e até o número de dispositivos sugerem que qualquer pessoa crie, a qualquer tempo, um perfil, site ou loja online. E de fato, nunca foi tão fácil estar presente no mundo digital, mas existe um conjunto de iniciativas que diferenciam os profissionais dos amadores.

Como tem mostrado o projeto Palavra-Chave, elas variam entre práticas de marketing, conceituação, processos administrativos e tantos outros que normalmente ficam trancafiados a sete chaves em empresas de preços exorbitantes e profissionais restritivos.

Não é o caso da Rosana Amaral, uma das maiores especialistas de SEO do Brasil. Quem está no mercado online (ou vai entrar em algum momento) já deve ter escutado muito esse termo. Mas você sabe realmente o impacto dele? 

Essa é a sigla para Search Engine Optimization (otimização para motor de busca, em tradução livre): como diz o próprio nome, utiliza recursos para que um conteúdo seja melhor rankeado nos sites de pesquisa como Google ou Bing. De acordo com Rosana, trata-se de uma análise de sites, vídeos e aplicativos, que vai além de apenas categorizar o conteúdo:

“SEO não se resume ao ranking. O posicionamento é consequência do trabalho que pode ajudar na arquitetura, semântica, tipos de conteúdo, UX, mobile, performance e mais.”

Executado em vários níveis integrados, o trabalho especializado de SEO faz com que a informação que você disponibilizou online seja encontrada mais facilmente por aquelas pessoas que têm interesse exatamente no que você tem a oferecer.

Para isso, os buscadores usam algoritmos que fazem uma leitura completa de cada site a fim de entender seu público-alvo e a relevância do conteúdo para talO interesse de empresas como o Google é que o usuário passe o menor tempo possível na busca, portanto o sistema tenta trazer a resposta mais próxima ao que se procura.

SEO ou SEM?

É bom reforçar: SEO não é coisa só de quem tem loja virtual. “Qualquer pessoa com site, blog, e-commerce, aplicativo ou canal do Youtube pode e deve fazer um trabalho de SEO e/ou SEM”, explica Rosana. Inclusive, ainda é comum confundir SEO com SEM (Search Engine Marketing ou marketing para motor de buscas, em tradução livre), e muitas marcas ficam divididas sobre qual iniciativa atende melhor suas necessidades.

A especialista explica que o trabalho de SEO é 100% orgânico, enquanto o de SEM é a combinação de técnicas de SEO com estratégia de anúncio via links patrocinados, que como o nome já diz, é paga. “Creio que o objetivo principal seja definir o investimento e combinar a mídia paga com o esforço de SEO”, elucida Rosana.

Outra diferença é o momento de usar cada uma das técnicas. Enquanto as práticas de SEM são feitas quando tudo está ativo e no ar, a especialista recomenda que as de SEO sejam adotadas o quanto antes:

“Nunca devemos começar uma casa pelo telhado e sim por sua fundação. Sendo assim, SEO deve estar presente desde o início do projeto, já que a arquitetura bem feita da informação é a base do que chamamos de SEO técnico”.

Ou seja: se imaginarmos cada site, aplicativo, e-commerce ou afins como uma casa, entenderemos que ela precisa de engenharia e arquitetura para se manter em pé (SEO) e de decoração e atrativos para receber visitas (SEM).

Fato importante é que SEO vai muito além das buscas. O trabalho contínuo da arquitetura e conteúdo impacta diretamente em Branding, UX (experiência do usuário), tempo de carregamento e canais de experiência como um todo. Rosana exemplifica:

“Podemos ver o impacto de SEO no Google Ads quando otimizamos uma landing page (página de destino dos anúncios) trabalhando em sua estrutura, keywords e até os pontos de conversão, o que é super importante para quem trabalha com mídia paga.”

Aplicação

O trabalho de SEO é contínuo. Talvez não seja necessário contar com um profissional dedicado a essa área dentro de sua empresa, por exemplo, mas é válido contratar agências ou consultores periódicos para avaliar as iniciativas caso você não possa executá-las e acompanhá-las integralmente. 

E como saber se esses profissionais são realmente bons para sua marca? A dica de Rosana é analisar a experiência com sites de nichos diversificados e cases reais atendidos pela agência ou especialista. Procurar quem tenha foco em UX e arquitetura, entendendo as necessidades para os dispositivos mobile, além de performance, relevância e autoridade do usuário:

“É importante não escolher profissionais que prometam rankings e primeira página como item principal do serviço. É preciso alguém que tenha preocupação com os objetivos reais do cliente, apresentando planejamento de entregas, relatórios, clareza dos resultados, e claro, contrato ou acordo com prazos bem claros.”

Ferramentas

Existem ainda recursos que facilitam o trabalho de quem está colocando a mão na massa ou recrutando profissionais para realizarem o SEO. Rosana orienta:

“Para estrutura do site, indico ferramentas como Screaming Frog, Deepcrawl, Xenu e Botify. Para autoridade, SearchMetrics, SEMRush, AHrefs ou Similar Web. E para qualidade, bom… Nada melhor que o feedback dos seus usuários. O Google Analytics e o Hotjar, por exemplo, podem ajudar nisso. Mas, no fim, a maior confirmação de que tudo está funcionando são os objetivos estabelecidos no início do projeto sendo alcançados.”

Evolução

Apesar de todo esse cenário parecer extremamente complexo, na verdade o que importa é oferecer um conteúdo relevante, bem trabalhado e organizado, com objetivos claros em toda a navegação dos usuáriosÉ essencial que ele seja fluido, rápido de encontrar e muito intuitivo. Quanto mais fácil para um usuário acessar as informações que você proporciona (sejam elas de produtos à venda, vídeos ou textos), mais chances de conversão (compra, visualização ou leitura).

A tendência é que cada iniciativa aplicada à sua marca se integre às demais. Assim, as técnicas apresentadas no projeto Palavra-Chave vão se juntando: convivem boas práticas de copywriting, conceituação e marketing, já abordadas anteriormente. Rosana finaliza:

“Não vejo copy andando em paralelo com SEO. Vejo andando junto, de mãos dadas, pois não existe um texto para SEO e outro para divulgação. Existe a combinação de técnicas com escrita correta, keywords bem pensadas, links internos funcionando, pontos de conversão, vídeos, imagens, áudios, tudo integrado. Um cenário perfeito de SEO e conteúdo.”

Com a palavra-chave, Rosana Amaral:

rosana

Mulher, nordestina, mãe da Lívia e esposa. Formada em Análise de Sistemas, com MBA em Gestão Estratégica de Marketing e Vendas e Mestrado em História Econômica. Apaixonada por games, códigos, leitura e economia. SEO desde 2011, já passou por empresas como Wine.com.br, apis3, Descomplica e agora atua como especialista em SEO na Resultados Digitais. Nas horas vagas, estuda JavaScript, CRO, joga Cuphead e faz Crossfit.

Trabalhos em destaque: Semana do SEO | Maratona RD Summit
YoastCon 2019 | SEO além da pesquisa de palavra-chave

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