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Depois de implementar as estratégias abordadas no projeto Palavra-Chave, outras questões importantes surgirão para cada negócio. E para acompanhar esse crescimento, é necessário entender as tendências de mercado e suas aplicações.

Imagine a própria presença na internet. Ainda que você não tenha um negócio online, estar online para ser encontrado já é parte essencial da construção de uma marca mais estruturada – coisa que não matava empresas antigamente, hoje é meio de sobrevivência. Tiago “Doc” Luz, especialista em marketing digital e influenciador, explica:

“Deve ter um monte de negócios dando muito certo em locais que nem têm internet ainda. Mas quando a gente fala de grandes centros, a internet só vem pra ajudar. E é claro que dá trabalho, porque você tem que pensar em mais canais, mídias e contatos, mas ela te ajuda a vender. Você não precisa estar em todos os canais disponíveis, queimando dinheiro só porque todo mundo está na internet. Se você testou e não deu resultado, saia e volte depois. Mas é um futuro meio sem volta, imaginando que está tudo interligado e online, com realidade mista.”

Realidade mista, portanto, é a fusão do nosso cotidiano offline com o universo digital. Considerando que as novas marcas já estejam inseridas nesse cenário, Doc Luz traz algumas explicações e dicas para quem está avançando na jornada empreendedora.

Como investir?

Quando as empresas vão tomando forma e apresentando os primeiros resultados, é muito natural que precisem de mais fluxo de caixa para expandir o negócio – o famoso “investimento”. Cada vez mais acessível, especialmente para startups e marcas de nicho com grande potencial, essa medida também tem seu grau de complexidade. Ao falar sobre erros que os empreendedores cometem, Doc Luz destaca:

“O maior erro é pegar um investidor anjo ‘mal intencionado’. Alguns anjos no Brasil infelizmente querem trabalhar como se fossem uma promissória a te cobrar depois. Acontece em todo lugar, mas aqui está mais complicado. Viu que o negócio funciona, que tem tração e quer um investidor? Procure um bom contrato, um bom investidor, e corra dos sanguessugas.”

Outras preocupações importantes após a estruturação do negócio estão relacionadas a como se diferenciar no mercado e não perder a autenticidade. Tanto é possível já construir uma marca de nicho, como ter produtos / serviços diferenciados. E quanto mais especial for o que a sua marca oferece, menor a necessidade de expor isso nos canais mais populares.

O especialista afirma que, se fosse dono do próprio produto, não entraria em um marketplace, por exemplo: “já perderia 25% só para estar lá. Todo mundo estar lá não é motivo para toda marca estar lá. Se você tem um produto que faz as pessoas te procurarem para adquirir, fique longe dessas coisas. Faça seu plano para aparecer dentro das suas redes sociais e torne-se exclusivo, o que vai permitir até que você aumente seu preço”.

Claro, é essencial também especializar-se em seu segmento de atuação. O próprio Tiago, por exemplo, ministra um curso exclusivo para e-commerce de moda, com dois dias inteiros de informação intensa, já que em sua visão é importante entender como o brasileiro usa a internet para cada tipo de compra.

Era digital

Percebe-se que é quase impossível fugir dessa presença online, e até ela já evoluiu. Conceitos novos têm surgido e feito muita diferença para algumas marcas. Termos como UX, Mobile, CRO e afins estão tomando conta de cursos de marketing digital, comentários de LinkedIn e planejamento de estratégias. Mas o que é tudo isso? Você já precisa dessas preocupações?

A primeira coisa a entender de uma vez por todas é que agora o mundo é mobile. A informação não fica mais fechada na tela do computador – celulares e tablets estão ganhando a preferência de muitos consumidores. Os dispositivos são os mais variados, e o número de formatos para divulgar o conteúdo de cada marca é sempre maior. Doc Luz explica:

“Em 2013, o Google já avisou que, em 2015, apareceriam primeiro nos resultados de busca os conteúdos mobile, depois os responsivos e depois os tradicionais de desktop. Então, se o Google já vem fazendo isso, é importante você estar atento. Não precisa sair criando app ou outras funcionalidades muito complexas. Às vezes, o app é muito caro (porque você tem que manter o padrão Android e IOS) e não vai apresentar tanta diferença nas suas vendas. O importante é ter um conteúdo desenhado para todo e qualquer dispositivo e já terá meio caminho andado.”

Ele complementa lembrando que, no ano de 2018, o consumo da informação já foi mais mobile do que desktop, apesar de as vendas ainda terem sido finalizadas mais vezes pelo computador. Mas acredita que o Brasil está prestes a reverter o cenário: “esse ano, deve empatar. Ano que vem não tem mais volta”. E toda essa arquitetura de informação também deve sempre pensar na melhor experiência possível para o usuário. É aí que entra o tão falado UX.

Experiência do usuário

UX é a sigla para User Experience (experiência do usuário, em tradução livre). Trata-se de um conjunto de técnicas para otimizar ao máximo a navegação do visitante em seus canais digitais. “Desde 2001, quando li um livro chamado ‘Não me faça pensar’, do Steve Krug, eu venho batalhando para a gente pensar em UX. Isso nada mais é do que facilitar a vida do usuário, deixando-a simples e intuitiva. Se você quer que o consumidor execute uma determinada função, você precisa deixá-la simples. Se tem que pensar, a coisa tá complicada”, comenta Doc Luz, que trabalha com isso desde 2004 e lembra que o conceito é antigo apesar de só agora as pessoas estarem tomando consciência.

A otimização da experiência também precisa ser mensurada e aproveitada cada vez mais. A internet possibilita métricas e acompanhamentos extremamente inteligentes. CRO é um excelente exemplo para isso. O Conversion Rate Optimization (otimização da taxa de conversão, em tradução livre) utiliza uma série de recursos para aumentar as chances de conversão dos clientes. Ou seja: você determina qual objetivo quer que o usuário conclua no seu site (pode ser venda, contato, deixar um e-mail), e a prática ajuda a melhorar cada vez mais esse índice. O especialista explica:

“É uma ciência que a gente deveria aprender na faculdade. Muito teste AB, cor, imagem, botão, o que você vai mostrar primeiro, para quem, quando mandar o e-mail, quando não mandar… No final, tudo é preço e produto, sim, mas essa é a cereja do bolo. Não adianta ter site perfeito com preço e produto ruins, o que vai te desempatar da concorrência que também oferece preço e produto bons são técnicas como o CRO.”

Relacionamento

O consumidor deve ser mantido como prioridade máxima. Suas vontades, necessidades, problemas a serem resolvidos, soluções procuradas… “Supondo que o produto e o preço de duas marcas sejam iguais, o que vale é a experiência. Se você trata o cliente com inteligência, como ele quer, com respeito, facilitando contatos, fazendo CRO, entendendo as regionalidades e especificações… ele lembra e volta. Investir nesse relacionamento é a coisa mais inteligente que qualquer marca faz”, opina Tiago.

A premissa pode somar-se à gestão do Customer Success e o marketing de conteúdo, por exemplo, já abordados no Palavra-Chave. E não adianta achar que os clientes não entendem quando isso é superficial. Com tantas marcas e porta-vozes, é difícil escolher o que acompanhar. Então, a dica final do especialista é falar apenas se você realmente tiver propriedade do assunto: 

“Se não dá margem, sai fora. […] Tenho visto muita gente que nunca tocou em operação de e-commerce, por exemplo, falando disso como referência nas redes sociais. Temos que lembrar que quanto mais canais existem para a gente disponibilizar algum conteúdo, maiores as chances de o usuário entrar em contato, seja para elogiar ou para reclamar! Então esteja presente, mas saiba exatamente o que quer trazer para o mercado.”

Com a palavra-chave, Tiago “Doc” Luz:

docluzNesses quase 20 anos, eu fui: Head de Digital e E-commerce da Shoulder/Popup Store, sócio da VTEX, sócio co-fundador da Infracommerce, CEO da underDOGS, VP da Wunderman, Diretor de Mídia da DM9DDB, Diretor de Mídia da Mídia Digital (atual Mirum), Trafficker Manager da RealMedia, Flashman da TV1.com e Atendente de Restaurante no McDonalds (do qual tenho muito orgulho, meu primeiro emprego aos 14 anos). Ganhador do prêmio mais importante do nosso mercado, o Prêmio E-commerce Brasil, na categoria Experiência do Cliente.

Site: www.docluz.com.br | LinkedIn: Thiago Luz

 

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