Ao longo do projeto Palavra-Chave, abordamos diversos conhecimentos necessários para quem deseja tirar o seu sonho do papel e transformá-lo em um negócio. Para isso, contamos com a expertise de diversos especialistas do mercado, cujo trabalho valorizamos e admiramos.

E para encerrar essa sequência com chave de ouro, decidimos compartilhar a história de sucesso da Ananda Mariane Morales Marinho. Ela não só é publicitária e especialista em Gestão de Marketing, como também dominou os demais conceitos apresentados e criou sua própria marca como redatora. Um exemplo real de como unir a teoria e a prática! Pegue seu café / chá / suco e acompanhe o bate-papo:

Qual foi a sua jornada profissional antes de empreender?

Ananda – “A história é bem longa, então irei encurtá-la! (risos) Comecei a trabalhar com 12 anos, ajudando na locadora do meu irmão. Depois disso, trabalhei como babá e com 18 anos assumi a locadora da família. Na época, o segmento estava em decadência devido à pirataria e a ampliação das tvs por assinatura.

Quando iniciei a faculdade de Publicidade e Propaganda, comecei a procurar outras alternativas. Em paralelo à locadora, passei a trabalhar como ‘sacoleira’ e vendi muita coisa: lingerie, roupas, sapatos, bijuteria, semi joias, produtos de sex shop… E assim fui me mantendo. Mas conforme fui estudando as disciplinas, percebi que meu negócio era mesmo no digital. Bem no finalzinho do curso, arrumei um emprego para trabalhar com conteúdo. Larguei tudo para assumi-lo, inclusive fui morar sozinha.

Continuei nesse trabalho por pouco mais de 2 anos. Durante esse período, fiz minha pós-graduação em Gestão de Marketing Digital, lecionei na faculdade em que me formei e em um curso técnico. Essa experiência trabalhando dia e noite (literalmente) me mostrou que a parte do marketing digital era gigantesca! Então comecei a me aprofundar mais no marketing de conteúdo e, quando saí da empresa e me mudei novamente de cidade, passei a trabalhar exclusivamente com isso de maneira freelancer.”

Pode falar um pouco mais sobre a docência?

Ananda – “Sempre acreditei na educação como pilar de tudo. Minha mãe foi professora durante muitos anos, meu pai trabalhou a vida toda na antiga FEBEM e depois da Fundação Casa. Então, ambos sempre me incentivaram a estudar e a ler. Desde criança eu falava que ia ser professora – e não é que consegui?

A docência me mostrou duas coisas: sempre terá alguém procurando sucesso, querendo ser alguém na vida. Mas também terá aquele que nem sabe o que está fazendo ali.

Também existe sempre uma forma de inspirar os outros, seja por meio de conteúdo (para o primeiro tipo de pessoa) ou através de experiências pessoais/profissionais (para o segundo tipo). Lecionei por 4 anos, não tenho ideia de quantos alunos passaram em minha sala de aula nesse tempo, mas acho sensacional ver que muitos deles se tornaram o profissional que realmente queriam.

Até hoje recebo mensagens de alguns ex-alunos pedindo conselhos, tirando dúvidas ou até pedindo ajuda. Pra mim isso é incrível. Mostra que de alguma forma eu consegui impactar aquelas pessoas. Consequentemente, reforçam que a educação e, principalmente, a forma de aplicá-la, são capazes de transformar o mundo.

Durante toda a minha vida tive mentores. Cada um ajudou em um âmbito da minha vida a me tornar quem eu sou hoje.”

E como tem sido a experiência de ter a sua própria marca?

Ananda – “Atuando como freelancer, deixei de atender muitos clientes por não ter nota fiscal.  Além disso, a carga de trabalho estava intensa. Era muita coisa de uma só vez e eu não estava dando conta, mas também não queria abrir mão. Como na época eu ainda dava aula, acabei contratando alguns redatores freelancers para me ajudar. Então não era só a Ananda, era um grupo de pessoas. E aí surgiu (inicialmente) a 14Bis Conteúdo Digital. Mas, eu não poderia usar a marca bis, então nasceu a ZNT Conteúdo.

No final de 2017, incentivei meu marido a empreender – e em 2018 lançamos a Zênite Marcas. Comecei a ajudá-lo com todas as estratégias de marketing e, paralelamente, conduzi a ZNT Conteúdo. A ideia era que fosse uma empresa com dois segmentos: o registro de marca e o conteúdo.

Porém, desde que meu filho nasceu em abril de 2017, minha vida profissional ficou muito apertada. No início, continuei como agência e mantive outros redatores. Mas como passei um período mais afastada, acabei perdendo alguns clientes. Percebi também que eles não procuravam a agência, procuravam a Ananda.

Então, agora em 2019, mudei novamente e voltei a ser freelancer. Deixei de usar a marca ZNT Conteúdo e estou retomando a minha imagem como redatora. Resolvi estabelecer alguns novos parâmetros: todos os textos voltaram a ser escritos por mim, coloquei outros valores como objetivo (não apenas o monetário).

Com o tempo dividido entre a maternidade e a vida de redatora, passei a ‘selecionar’ o tipo de trabalho que gostaria e também passei a ser procurada pelo tipo de cliente que eu gostaria. A empresa continua aberta, mas hoje usando a minha imagem ao invés da agência.”

Por que você decidiu criar o @gravidezsemcrise?

Ananda – “Foi o famoso unir o útil ao agradável!. Todas as vezes que eu explicava pra alguém o que eu fazia, a pergunta era unânime: ‘Por que você não tem um blog?’. Essa pergunta ficou na minha cabeça por muito tempo, procurando um tema para criar algo de nicho, e aí engravidei! Como o tema maternidade acabou virando minha prioridade, nasceu o @gravidezsemcrise. Assim eu podia ter meu blog e ainda ser informativa e ajudar outras mães (coisa que ainda faço usando meu perfil pessoal).

A princípio foi um blog e depois veio o Instagram. No entanto, esse projeto está parado desde o fim do ano passado. E percebo que o nicho é bom, já que mesmo assim todos os dias recebo novos comentários, DM e seguidores.  O Instagram será mantido, só estou esperando o momento certo para retomar. Já os artigos serão encaminhados aos poucos para o meu novo blog.”

Pode dividir com a gente algumas estratégias de conteúdo?

Ananda – “O conteúdo é o canal para conseguir se destacar. Afinal, ele não quer vender. É usado para que a empresa seja encontrada e consequentemente para que as pessoas se apaixonem e confiem na marca. Os anúncios estão em toda parte e até parece que estão seguindo as pessoas. O Branded Content é uma forma de conseguir ser visto sem ser ‘jogado na timeline’.

Acredito que o conteúdo autoral tenha uma pegada de opinião, o que muitas vezes é arriscado para uma marca. O Branded Content precisa ter um conteúdo neutro ou que se encaixe em seu posicionamento. Já o autoral pode usar e abusar um pouco mais, sem necessariamente ser apenas informativo.

Para as redes sociais, em especial, a principal dica é conhecer quem te segue (ou quem você quer que te siga!). Assim fica fácil saber o que o público precisa e quer ver. Isso ajuda principalmente quando você quer aumentar o número de interações em seus perfis.”

A Halya agradece à Ananda (e os demais especialistas!) por compartilhar sua trajetória tão cheia de aprendizados, inspiração e informação. E espera que você, leitor, tenha se preparado melhor para o seu próximo passo rumo à realização profissional através do projeto Palavra-Chave. Até a próxima edição!

Com a palavra-chave, Ananda Mariane Morales Marinho:

ananda

Publicitária, empreendedora, redatora, mãe e dona de casa. Não necessariamente nessa ordem. Sou especialista em Gestão de Marketing Digital e trabalho com marketing de conteúdo, criando material exclusivo e cativante para empresas, blogs, influenciadores e quem mais precisar.

Site: www.anandamorales.com.br |  Instagram: @moralesananda
LinkedIn: Ananda Morales | E-mail: falecomigo@anandamorales.com.br

 

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