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Conteúdo corporativo, conteúdo didático… para envolver, para vender. Conteúdo em Youtube, em blog, em newsletter. Conteúdo, conteúdo, conteúdo… Antes de enlouquecer, dá para entender um pouco de tudo isso? Conversando com Efrain Corleto, ex-professor do Senac e atual head de marketing da Vindi, tentamos aprofundar o assunto e ajudar você a direcionar seu trabalho. 

Mundo corporativo x acadêmico

O especialista já trabalhou com diversas frentes do conteúdo, não só em suas estruturas, mas também em seus canais, análises e estratégias. Perguntamos a respeito dessas diferenciações, especialmente no que diz respeito ao mundo corporativo e o mundo acadêmico. Qual é a base, afinal, para mostrar algo relevante independente do lugar de fala? 

Para ele, a resposta mora no próprio saber: “o conhecimento é a via de regra para ter uma base sólida. Ele destrava uma curiosidade necessária para executar qualquer profissão. Eu diria que a única diferença é que a vida corporativa ajuda a colocar a vida acadêmica em prática, afinal, ali é a hora de testar as teorias e ver o que realmente funciona. Mas a base de tudo é o conhecimento que cada um de nós tem”. 

Será, porém, que ele vê diferença no uso desse conteúdo entre empresas e pessoas físicas? A resposta é clara: “pessoas procuram formação (que inclui a informação) e empresas procuram informação por conta de uma dor corporativa. Enquanto uma é mais aberta a seguir premissas mais teóricas, a outra precisa de situações práticas, sem lugar para dúvidas. Mas defendo que qualquer conteúdo deve manter um nível lúdico e de curiosidade, e quanto mais exclusivo ou pioneiro for, mais chance de atrair atenção dos dois públicos”.

Dominando o tema

O conhecimento se faz ainda mais necessário quando o desafio de atrair clientes e apresentar produtos compreende uma pauta menos familiar para o público. Afinal, Efrain está à frente do marketing de uma fintech, que ainda não é o assunto mais popular do país. Segundo o mesmo, ter um conhecimento específico sobre o universo de atuação é o passo seguinte:

“Preciso saber um mínimo sobre pagamentos, finanças, ou então eu não consigo atuar. É difícil achar um bom curso sobre o assunto ou mesmo uma formação profunda sobre, mas é importante correr atrás para mostrar para o cliente provas e estudos, além do uso do serviço ou produto.”

Para alcançar esse nível de exigência, acompanhar tendências é sempre uma premissa. E para Efrain, isso não é trabalho tão fácil. “Especialmente se o produto ou serviço não for tão comum, e você for pioneiro, vai ser difícil ter muitas referências. Torne-se uma, então. Analise o comportamento do consumidor que você alcançou (do produto, serviço e do conteúdo) e tire o máximo de insights possíveis para ver o que aquelas pessoas estão procurando verdadeiramente.”

E como se gerar relevância não fosse complexo o suficiente, no caso do especialista existiu uma barreira extra: o idioma. Ele não tem o português como língua nativa e defende que não dominar uma língua não impede que se transmita uma mensagem relevante, mas pode comprometer a qualidade: “é uma luta que eu possuo até hoje (já vivo 15 anos no Brasil), mas ao mesmo tempo se tornou minha maior conquista. Tenho que somar isso a outros esforços para focar em um conteúdo fácil de entender e realmente útil para as pessoas e empresas.” 

Distribuindo o conteúdo

Efrain não acredita, porém, que o fato de ter muita informação para mostrar esteja ligado diretamente com o número de canais para fazer isso. “Tem um livro muito legal chamado Traction, de Gabriel Weinberg e Justin Mares, onde os autores defendem a ênfase em alguns canais específicos para priorizar o trabalho e garantir qualidade neles. Tem inclusive frameworks para ajudar. Não adianta falar que tem todos os canais ativos e não fazer um trabalho relevante neles.”

E separa ainda o conteúdo do inbound marketing de maneira geral: “muita gente acredita que o marketing digital hoje em dia só tem a ver com conteúdo. Mas não. O inbound por exemplo, é um mindset, uma estratégia que precisa permear todas as ações. Não só o que você escreve ou fala.”

Para acompanhar tudo isso, o especialista diz que faz uso, inclusive, de máquinas! “Sou fã de máquinas, é sério. Sinto que sempre facilitarão nosso trabalho. Por isso, eu aposto em automação inclusive da informação. Mas vale lembrar que tudo isso precisa ser gerenciado por intelecto humano. Não pode ser negligenciado. O conteúdo tem papel de educar e se a gente vai automatizar isso, tem que garantir que os problemas estão sendo resolvidos igualmente.”

Às vezes, ter alguns parceiros para produção de conteúdo também pode ajudar. Para aqueles que precisam selecionar empresas ou profissionais para ajudar neste quesito, Efrain recomenda prestar atenção na relevância e no domínio. “Quando você fala de internet, relevância é a palavra da vez. O mesmo serve para os profissionais que vão trabalhar com isso: procurar pessoas que realmente estejam envolvidas e que entendam do conteúdo de maneira estratégica, com conhecimentos sobre o que é ou não necessário divulgar, com perfil criativo e boa escrita / oratória (a depender do canal).”

E o professor encerra, justamente, realçando a importância do conteúdo de qualidade: “se olharmos para o próprio assunto de educação financeira, que é o mercado que atuo, por exemplo… Nossas informações sobre isso são recentes. Não tínhamos acesso a dados de qualidade sobre isso. Se o conteúdo tivesse começado antes, hoje seria bem mais fácil explicar o meu trabalho (e de tantas outras pessoas). Então, se você tem um bom conteúdo, não espere para colocá-lo em prática.”

Com a palavra-chave, Efrain Corleto:

efrain

Head de marketing da Vindi, tenho experiência em identificar necessidades dos clientes e marcas, CRM e automação, além de certificações em Google Ads e Analytics. Também ministro aulas a futuros profissionais de marketing, publicidade, negócios e tecnologia.

LinkedIn: Efrain CorletoE-mail: efrain.corleto@gmail.com

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